A Cirurgia Ortognática costuma ser uma das alternativas mais eficazes para corrigir o queixo retraído – mas não é a única opção. Existem muitos casos em que a Mentoplastia pode ser suficiente e o resultado é impressionante.
Entender quando uma solução é melhor que a outra, ou compreender as situações em que elas precisam ser combinadas, é o que faz a diferença para o resultado do paciente.
Por isso, preparei este artigo explicando as diferenças entre a cirurgia Ortognática e a Mentoplastia: em quais casos cada uma está indicada e por que é fundamental que essa decisão seja feita junto a um profissional experiente.
Afinal, quando falamos em harmonia facial verdadeira, estamos falando daquela que equilibra forma, função e proporção – e nesse panorama, a precisão e individualidade do procedimento são peças-chave. Acompanhe!
Por que o queixo retraído incomoda tanto?
Antes de falar sobre as cirurgias, vamos compreender um pouco mais sobre as questões do rosto. Para começar, tenho duas perguntas: você sente que seu queixo não acompanha o restante do rosto – seja ele projetado, retraído, ou assimétrico? Ou já recebeu comentários sobre isso e nunca entendeu bem por que esse detalhe incomoda tanto no espelho ou nas fotos?
Então preciso lhe dizer três coisas:
1. Queixo retraído ou pequeno é uma situação bem mais comum do que se imagina.
2. Há explicação para o incômodo estético que você sente.
3. Existe mais de uma solução definitiva para correção do queixo.
Vamos para os detalhes disso tudo?
Você não está sozinho
Primeiro, é interessante citar que muitas pessoas têm a condição do queixo retraído ou pequeno. Vários levantamentos formais apontam esses números – que na prática, vejo diariamente em consultório. Separei alguns como exemplo.
- Levantamentos do setor indicam que cerca de 20% da população mundial apresentam má oclusão Classe II, condição em que os dentes inferiores estão bem mais para trás que o ideal. Essa discrepância pode ocorrer por diferentes causas, mas uma das mais frequentes é o retrognatismo mandibular — nome técnico para o queixo retraído.
Em outras palavras, milhões de pessoas pelo mundo convivem com uma mandíbula projetada para trás, o que impacta tanto a estética do perfil quanto a função mastigatória e respiratória. A boa notícia é que há solução, como veremos logo mais.
A explicação científica do incômodo estético e funcional
O queixo é uma estrutura fundamental para o equilíbrio do terço inferior da face.
Quando ele não se projeta adequadamente, pode criar uma impressão de rosto infantilizado, papada acentuada, pescoço mais curto ou até desproporção com nariz e testa. Além de transmitir pouca confiança para quem observa.
Isso porque um queixo alinhado com a linha vertical que passa pelo nariz e pela testa contribui para o que se entende por perfil harmonioso. E vários estudos científicos concluem essa relação.
- Um trabalho clássico nesse sentido, por exemplo, é o de Powell e Humphreys sobre análise estética facial. Na obra Proportions of the Aesthetic Face, explicam que o posicionamento ideal do mento (que é a região do queixo) é aquele que oferece simetria e proporção ao perfil lateral da face – especialmente em relação ao nariz e aos lábios.
Vale lembrar que a retração do queixo não é uma questão meramente estética. Quando o caso é de retrognatismo mandibular, há uma forte relação a distúrbios respiratórios obstrutivos, incluindo apneia do sono. O queixo para trás comprime o pescoço e obstrui a via aérea.
A correção cirúrgica, nesses casos, pode melhorar significativamente a via aérea superior e a qualidade de vida do paciente.
Soluções definitivas para o queixo retraído
Para solucionar de forma definitiva o queixo retraído, deixando-o proporcional e alinhado, destaco a Ortognática e a Mentoplastia.
São duas cirurgias distintas que podem ser realizadas individualmente ou associadas e solucionam permanentemente o tamanho e projeção do queixo e mandíbula.
Ainda, existem os Implantes Faciais Customizados que podem ser associados aos procedimentos.
Vamos desdobrar esses pontos na sequência, continue a leitura!
O que é considerado um queixo retraído?
Aqui vale a pena considerar que nem todo queixo pequeno é exatamente retraído.
- Em alguns pacientes, o que vemos é apenas uma falta de projeção do mento – que é a parte mais anterior do osso da mandíbula, justamente o queixo por assim dizer.
- Já em outros, há um recuo de toda a base mandibular, com impacto direto na mordida e no suporte da face.
Para diferenciar esses quadros, utilizamos recursos como:
- Fotografias em perfil;
- Radiografias laterais e panorâmicas;
- Tomografias computadorizadas com reconstrução 3D;
- Análise cefalométrica (o estudo dos ângulos e proporções ósseas do crânio e face).
Esses exames ajudam a definir se a origem da retração é apenas localizada no queixo, o que chamamos de microgenia isolada, ou se envolve toda a mandíbula, indicando retrognatismo mandibular.
Essa distinção é essencial, pois define o tipo de cirurgia mais adequado.
E por falar em cirurgia… vamos entendê-las!
Ortognática e Mentoplastia: qual a diferença?
Embora ambas as cirurgias tenham como objetivo melhorar a projeção do queixo e o equilíbrio facial, Ortognática e Mentoplastia atuam de formas muito diferentes.
A Ortognática é uma cirurgia mais abrangente, que reposiciona toda a mandíbula (e às vezes a maxila), corrigindo problemas de oclusão, respiração, assimetrias e proporções ósseas.
Já a Mentoplastia atua isoladamente no queixo, sendo ideal para pacientes que precisam de um reposicionamento leve do mento, mas não precisa mexer na arcada ou na função mandibular.
Enquanto a Ortognática exige um preparo ortodôntico e planejamento mais complexo, a Mentoplastia é um pouco mais rápida para chegar na cirurgia.
Mas a escolha entre uma e outra depende diretamente da origem do problema: se está restrita ao queixo ou envolve a mandíbula como um todo.
Mentoplastia: quando é suficiente para corrigir o queixo retraído?
A Mentoplastia é uma cirurgia específica para modificar o formato e o posicionamento do queixo.
Ela pode ser realizada de duas formas principais: por meio da colocação de próteses (aqui entram os Implantes Faciais Customizados que mencionei) ou pela técnica de avanço ósseo, quando a questão é projetar o mento. Lembrando que também há as possibilidades de colocar o queixo para trás, ou até para um lado ou outro para corrigir assimetrias.
A escolha entre uma ou outra dependerá de fatores como a espessura do tecido ósseo, a proporção facial desejada e a preferência do paciente.
A mentoplastia isolada é indicada principalmente para pacientes que:
- têm a mordida normal ou já corrigida;
- apresentam retração leve ou moderada do queixo;
- desejam melhorar o contorno do perfil sem alterar o restante da mandíbula.
Na prática, é uma cirurgia de menor porte, com tempo operatório reduzido e menor necessidade de internação.
O paciente normalmente retorna às suas atividades habituais em poucos dias e os resultados já podem ser percebidos nas primeiras semanas, com melhora progressiva à medida que o inchaço regride.
Cirurgia Ortognática: quando é necessária?
Por outro lado, a cirurgia Ortognática é um procedimento mais completo, indicado para realinhar os ossos da face: mandíbula e a maxila. O objetivo é corrigir alterações esqueléticas que impactam tanto a estética quanto a função.
Ela é recomendada em casos de:
- retrognatismo mandibular moderado ou severo;
- assimetrias faciais mais significativas;
- mordida cruzada, aberta ou profunda;
- distúrbios respiratórios como apneia obstrutiva do sono;
- queixo retraído com base óssea desproporcional.
O procedimento exige um planejamento mais elaborado, o que na verdade é muito positivo para o paciente.
A cirurgia é realizada em ambiente hospitalar, com anestesia geral. A recuperação completa pode levar algumas semanas, mas os benefícios estéticos e funcionais já são percebidos no pós.
Não por acaso, estudo publicado em 2024 analisou pacientes submetidos à Ortognática e mostrou melhora funcional (respiratória, mastigatória e de fala) e estética em mais de 90% dos casos, com alto grau de satisfação.
Ortognática com Mentoplastia: quando a associação é indicada?
Sim, é possível e muitas vezes necessário combinar os dois procedimentos.
Em alguns pacientes, mesmo depois do avanço mandibular pela Ortognática, resta uma leve deficiência no queixo.
Nesses casos, associamos a Mentoplastia para oferecer uma melhor projeção do mento e refinar o resultado estético.
Essa associação é feita no mesmo ato cirúrgico e planejada com antecedência pelo planejamento 3D. Assim, conseguimos prever com precisão o resultado final.
Planejamento 3D: é possível ver resultado antes mesmo da cirurgia
Um dos avanços mais significativos nos últimos anos é a possibilidade de planejar cirurgias faciais em ambiente virtual, com altíssimo grau de precisão e com o rosto do próprio paciente.
Por meio do meu planejamento 3D, por exemplo, consigo simular como ficará o resultado final antes mesmo da cirurgia acontecer.
Esse recurso é fundamental para procedimentos como a Ortognática e a Mentoplastia, pois nos permite prever não apenas o posicionamento ósseo ideal, mas também o impacto estético da intervenção.
No consultório, utilizo equipamento e softwares específicos para analisar proporções faciais, fazer ajustes milimétricos e apresentar ao paciente imagens realistas do seu novo perfil.
Isso traz mais tranquilidade, previsibilidade e participação ativa do paciente no processo decisório.

Antes e depois da Ortognática e da Mentoplastia
A grande dúvida de quem busca corrigir o queixo retraído ou pequeno é imaginar como será o resultado final. Afinal, é natural desejar visualizar as mudanças no contorno facial, no perfil e na harmonia geral do rosto.
Como comentei acima, faço o Planejamento 3D que mostra o rosto do próprio paciente antes mesmo de operar. Mas, para contribuir com sua percepção de segurança, trago os resultados de algumas cirurgias que já realizei. Veja o antes e depois!
Antes e depois da Ortognática
A cirurgia Ortognática transforma não apenas o queixo, mas o equilíbrio de toda a estrutura facial. Nos casos a seguir, é possível observar a correção da projeção mandibular, melhora na linha do sorriso e maior harmonia entre o terço inferior e os demais segmentos da face.
Em alguns pacientes, também houve avanço da maxila, correção da mordida e alívio de sintomas funcionais.








Antes e depois da Mentoplastia
Já os resultados da Mentoplastia são ideais para quem busca projeção do queixo sem necessidade de alterar a mandíbula.
As imagens abaixo mostram como um pequeno avanço ósseo ou a colocação de prótese podem melhorar significativamente o perfil, definir melhor a mandíbula e valorizar o pescoço e o sorriso. São mudanças sutis, mas poderosas para a estética facial.




Como saber qual é o procedimento certo para você?
Essa é uma pergunta que ouço com frequência no consultório e a resposta é: depende.
Depende da análise óssea, da funcionalidade da mordida, da proporção do rosto e das queixas do paciente. Por isso, a avaliação precisa ser feita de forma individualizada, com tempo, atenção e apoio de exames detalhados.
Por isso, minha dica é: venha conversar, agende uma consulta e vamos descobrir!
Como escolher o profissional ideal para tratar o seu queixo retraído?
Mais do que apenas dominar a técnica, o cirurgião precisa ter uma visão estética e funcional da face. Afinal, o que está em jogo aqui não é só um osso ou um contorno. É o seu rosto, a sua expressão e, muitas vezes, sua respiração e mastigação.
Aqui estão alguns pontos que recomendo observar ao escolher seu cirurgião:
- Formação especializada em cirurgia crânio-maxilo-facial ou cirurgia plástica da face;
- Experiência comprovada com Ortognática e Mentoplastia;
- Uso de tecnologia de ponta para planejamento e simulação de resultados;
- Casos reais e verificáveis, com fotos de antes e depois.
Conclusão: estética ou função? Não escolha um, escolha os dois.
Corrigir um queixo retraído ou pequeno é mais do que melhorar o visual: é restabelecer a harmonia entre forma e função. E para isso, é preciso saber indicar a técnica certa, no momento certo.
Seja por meio da Mentoplastia, da Ortognática ou da combinação das duas, meu compromisso é sempre com a naturalidade, a segurança e a harmonia facial individual de cada paciente.
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