Sem dúvidas, a pergunta sobre Lifting Facial ou preenchimento e Botox, é uma das mais comuns no consultório. Vamos falar sobre isso?
Geralmente, recebo pacientes que usam Toxina Botulínica (Botox) e preenchimentos há alguns anos. Eles são disciplinados, mantêm os retoques periódicos, mas começam a perceber que, em algum momento, algo fica faltando.
O contorno da mandíbula perde a definição, o pescoço começa a marcar, a região das bochechas cai e o olhar parece cansado. O efeito de derretimento do rosto parece não ser controlado e o excesso de preenchimento torna a face muito grande e artificial.
Assim, surge a dúvida: será que chegou a hora de pensar em um Lifting Facial?
Neste artigo, vou explicar de forma detalhada e técnica em quais situações a cirurgia se torna a melhor opção em relação aos injetáveis.
Meu objetivo não é colocar os tratamentos em competição, mas mostrar que cada um tem uma função específica – e explicar por que, para muitos pacientes, o Lifting Facial com a técnica Deep Plane é o a única opção que realmente transforma o rosto de maneira natural e duradoura.
Vamos lá?
Entendendo o envelhecimento: por que só preencher não resolve?
Para entender a escolha entre cirurgia e procedimentos não invasivos, precisamos entender o que está acontecendo em camadas mais profundas.
Isso porque, o envelhecimento facial não é apenas sobre a pele: é um processo tridimensional que ocorre em camadas. Explico.
Reabsorção óssea
Nosso crânio muda com o tempo. A órbita ocular aumenta e a maxila diminui, tirando o suporte profundo do rosto.
Estudos com tomografia computadorizada mostram que partes importantes do esqueleto da face – como a maxila, a região na base do nariz e áreas do rebordo orbitário (onde ficam os olhos) – sofrem uma reabsorção gradual e previsível ao longo dos anos.
Na prática, isso significa que a estrutura óssea que sustentava a pele e a gordura vai diminuindo, o que contribui para aquele aspecto mais murcho, com bochechas caídas e olhar mais cansado.
Deflação e queda de gordura
Os compartimentos de gordura da face também mudam com o passar dos anos. Parte dessa gordura perde volume e parte se desloca para baixo, seguindo a ação da gravidade e a perda de suporte ósseo e ligamentar.
Isso faz com que as bochechas percam projeção, os sulcos fiquem mais marcados e o terço médio pareça mais escavado, enquanto a região próxima à linha da mandíbula ganha um aspecto de peso.
Em outras palavras, além da pele perder elastina e colágeno e os ossos serem reabsorvidos, a perda e deslocamento da gordura remodela o volume em direções que não favorecem o aspecto jovem.
Frouxidão dos ligamentos de suporte
Ainda, os ligamentos faciais funcionam como cabos de sustentação que prendem pele, músculos e gordura ao osso, mantendo tudo no lugar certo.
Com o envelhecimento, esses pontos de ancoragem perdem tensão e tornam-se mais frouxos. Quando isso acontece, os tecidos moles começam a escorregar para baixo, formando o conhecido efeito de derretimento.
É justamente essa perda de suporte mecânico que explica por que, na maioria dos casos, apenas adicionar volume com preenchimento não basta: é preciso reposicionar a estrutura, o que é o objetivo do Lifting Facial.
Diferença entre flacidez leve, moderada e severa
Quando falo em rejuvenescimento, gosto de dividir a flacidez em três grandes grupos para orientar o tratamento:
- Flacidez leve: alterações bem discretas no contorno e pequenas rugas. Aqui, os injetáveis e tecnologias podem ajudar.
- Flacidez moderada: sulcos mais marcados, como o bigode chinês – acúmulo de pele na mandíbula e início de papada. Nesta fase, os injetáveis isolados já não resolvem.
- Flacidez severa: pescoço comprometido com bandas musculares, grande sobra de pele, rosto visivelmente caído e perda total do contorno. Preenchedores vão mais atrapalhar que ajudar.
Em outras palavras, nos dois últimos grupos (moderada e severa), tentar resolver apenas com preenchimentos e Botox leva a resultados inadequados e artificiais.
Isso porque, o principal problema deixa de ser o volume perdido e passa a ser a queda mecânica dos tecidos. É exatamente nesse ponto que o Lifting Facial passa a ser a ferramenta insubstituível.
Botox, Preenchimento e Lifting Facial: cada um no seu lugar
Na prática, não existe um vencedor, existe a indicação correta. Para um rejuvenescimento harmônico, distribuo as funções:
- Toxina Botulínica (Botox): atua nas rugas dinâmicas, aquelas marcas suaves que aparecem quando movimentamos o rosto (testa e pés de galinha).
- Preenchimentos: ajudam a devolver volume em áreas pequenas e específicas, como lábios.
- Lifting Facial na técnica Deep Plane: esse é o rejuvenescimento real, natural e duradouro, porque corrige a queda estrutural da pele, músculo, gordura e ligamentos. Ele reposiciona tudo e redefine o contorno da face e do pescoço.
A evolução da técnica: por que o Lifting Facial Deep Plane faz a diferença?
Muitos pacientes têm medo de cirurgia porque imaginam aquele resultado esticado. Essa preocupação é compreensível, pois técnicas antigas apenas puxavam a pele.
Hoje, minha abordagem é focada no Lifting Facial de Plano Profundo – ou, o Deep Plane Facelift.
Diferente do lifting tradicional, nesta técnica nós acessamos uma camada mais profunda, abaixo do sistema muscular (o SMAS), para liberar os ligamentos retentores da face.
Ao reposicionar a estrutura interna, a pele apenas se acomoda por cima, sem tensão. Isso garante naturalidade e evita cicatrizes alargadas ou orelhas distorcidas.
Como é o passo a passo do Lifting Facial na prática
Entender o processo reduz a ansiedade. O tratamento cirúrgico segue etapas rigorosas de segurança. Acompanhe.
Consulta, planejamento e simulação 3D
Começamos com uma consulta detalhada, em que avalio não apenas a flacidez, mas também a sua estrutura óssea, a distribuição de gordura, a qualidade da pele e o equilíbrio entre terço médio, mandíbula e pescoço.
É nesse momento que conversamos sobre o que mais incomoda no espelho, quais são suas expectativas e qual grau de rejuvenescimento é possível alcançar com segurança.
Também fazemos o Planejamento em 3D para estudar o rosto em diferentes ângulos, entender melhor o impacto da reestruturação e alinhar o que é tecnicamente viável com o que você espera ver no pós-operatório.
Inclusive, é nessa fase que você vê uma simulação do próprio rosto para ter noção de como vai ficar. Não é uma promessa exata de resultado, mas um projeto altamente fidedigno.
Também solicito exames laboratoriais, avaliação cardiológica e, se necessário, parecer de outros especialistas para que a cirurgia seja conduzida dentro dos parâmetros mais seguros possíveis.
Cirurgia
O Lifting Facial é realizado em ambiente hospitalar, com toda a infraestrutura de centro cirúrgico, equipe treinada e monitorização completa. Na maioria dos casos, utilizamos anestesia geral ou sedação profunda com acompanhamento de anestesista, o que garante conforto e segurança durante todo o procedimento.
A duração da cirurgia varia conforme o grau de flacidez e se haverá associação com outras cirurgias, como Mentoplastia.
Mais importante do que o tempo no relógio é o tempo dedicado aos detalhes: liberação cuidadosa dos ligamentos, reposicionamento dos planos profundos, revisão da simetria e fechamento das incisões de forma delicada, pensando desde o início em cicatrizes discretas.
Pós-operatório
O pós-operatório imediato, é esperado algum grau de inchaço e roxos, que costumam ser mais evidentes nos primeiros dias e vão regredindo de forma gradual ao longo das semanas. Em alguns casos, utilizamos curativos específicos ou malhas compressivas para auxiliar na acomodação dos tecidos e no conforto do paciente. Um dreno pode ser necessário, que deve ser removido nos primeiros dias.
O retorno a atividades sociais leves costuma acontecer entre 10 e 14 dias, dependendo do perfil de cada pessoa e da sua exposição pública. Atividades físicas mais intensas são liberadas apenas depois de um período maior, de acordo com a evolução de cada caso.
A dor, na grande maioria dos pacientes, é descrita como um desconforto suportável, bem controlado com analgésicos simples.
Comparativo técnico: durabilidade e custo-benefício
Um dos pontos que mais diferencia o Lifting dos injetáveis é a longevidade, consistência do resultado, naturalidade e investimento.
- Injetáveis: exigem manutenção constante. Cerca de 4 a 6 meses para o Botox e 6 a 12 meses para preenchimentos. Além dos aportes frequentes para a manutenção, nem sempre o resultado fica igual, quando os injetáveis são usados em excesso – ou seja, para preencher mais do que linhas finas e sulcos pequenos.
- Lifting Facial: já o rejuvenescimento cirúrgico na técnica Deep Plane tem uma durabilidade de até 15 anos. Você continua envelhecendo, mas a partir de um ponto muito mais favorável.
A conta financeira: é comum o paciente olhar apenas o valor imediato da cirurgia. Mas, quando somamos os gastos acumulados em 5 ou 7 anos de retoques frequentes com muitas ampolas de preenchimento, muitas vezes a cirurgia se mostra financeiramente mais vantajosa – além de entregar um resultado estético muito superior.
Fotos de antes e depois do Lifting Facial
Ao pesquisar referências ou ver meus casos clínicos, convido você a ter um olhar técnico. Um bom Lifting Facial deve passar no teste dos detalhes:
- Sem tensão na pele: na técnica Deep Plane, não há tensão na pele, então aquela sensação de rosto artificialmente esticado não acontece.
- Pescoço definido: observe a linha da mandíbula. Ela deve estar limpa, sem a papada e sem repuxos visíveis.
- Cicatrizes ocultas: elas são planejadas para ficar escondidas nos contornos da orelha e no cabelo.
- Identidade: o paciente continua parecendo ele mesmo, apenas mais jovem e descansado.


Importante: durante a nossa consulta, apresento uma galeria organizada de casos semelhantes ao seu para que você visualize o potencial da técnica. Ainda, realizamos simulação do seu próprio rosto.
O veredito: Lifting Facial Deep Plane vs. Injetáveis
Se resumíssemos tudo o que a ciência e a prática clínica nos mostram, a conclusão é direta:
Botox e preenchimentos são ótimas ferramentas de manutenção e camuflagem em pontos pequenos. Eles funcionam como uma reforma cosmética. Porém, quando a estrutura da casa (os ligamentos e músculos) cede, pintar a parede não resolve o problema.
O Lifting Facial é uma restauração estrutural.
- Ele resolve o que as agulhas não alcançam (excesso de pele e queda muscular).
- Ele evita a deformação do rosto pelo excesso de produto.
- Ele entrega o melhor custo-benefício a longo prazo para flacidez moderada a severa.
Perguntas Frequentes sobre Lifting Facial (FAQ)
Muitos pacientes chegam com dúvidas semelhantes. Aqui estão as respostas para as questões mais comuns:
1. O Lifting Facial dói?
A cirurgia não dói porque o paciente está anestesiado e dormindo, para ele tudo acontece de forma completamente indolor e num piscar de olhos.
Quanto ao pós-operatório, de forma geral, não é doloroso. O desconforto costuma ser bem controlado com analgésicos comuns. A queixa mais frequente é a sensação de peso ou inchaço nos primeiros dias, mas não dor.
2. Quanto tempo dura o resultado?
Não existe um prazo de validade fixo, pois você continua envelhecendo. Contudo, o Lifting atrasa esse efeito visual. Um procedimento bem executado (como o Deep Plane) tende a manter um aspecto rejuvenescido por mais de 10 anos, chegando até a 15. A base estrutural da face permanece mais favorável para sempre em comparação a se você nunca tivesse operado.
3. Vou ficar irreconhecível?
Esse é o maior mito. O objetivo do Lifting Facial moderno não é criar um rosto novo, mas devolver a anatomia que você tinha anos atrás.
4. Posso esperar mais alguns anos usando apenas Botox?
Em alguns casos, sim. Em outros, prolongar demais a fase dos injetáveis pode levar ao Filler Fatigue (rosto inchado) e gastar recursos que seriam melhor investidos na cirurgia. A avaliação individual é essencial para dizer quando os injetáveis deixaram de valer a pena para o seu caso.
Qual o próximo passo?
Não existe uma idade rígida para o Lifting Facial. Tenho pacientes de 40 anos com indicação devido à anatomia e pacientes de 60 que decidem pelo procedimento.
O momento certo é quando você se olha no espelho e sente que o rosto cansado não reflete mais a sua energia interna. Se você se reconheceu nessas descrições, o próximo passo é conversar pessoalmente.
Vamos avaliar sua anatomia com calma e construir um plano de tratamento – seja cirúrgico ou clínico – alinhado com a segurança e a naturalidade que você busca.
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