Nos dias 5, 6 e 7 de setembro de 2025, participei do 1º Congresso Paraguaio de Medicina e Cirurgia Estética Facial e Corporal, em Ciudad del Este – no Paraguai.
Apresentei uma aula sobre Implantes Faciais Customizados em cimento ósseo e realizei duas cirurgias no curso pós-congresso, que aconteceu no dia 7. Neste artigo, explico a lógica por trás dos implantes definitivos para uma harmonização facial permanente, mostro como planejo os casos com guia cirúrgico e comento os destaques científicos que acompanhei no evento.
Confira.

Quando Implantes Customizados fazem sentido para uma harmonização facial definitiva
A base do contorno é o osso. Com o tempo, o esqueleto da face também envelhece, mudando projeções e proporções. Além disso, existe déficit estrutural, como: queixo retraído, ângulo mandibular pouco marcado, malar discreto ou região paranasal retraída.
E nesses casos, os implantes customizados atuam na causa do problema, reposicionando a arquitetura que sustenta o rosto.
Na minha prática, indico essa estratégia quando o paciente busca um resultado duradouro e previsível no contorno, acima do que os preenchedores conseguem oferecer.
E nesse contexto, o planejamento 3D permite desenhar a peça sob medida, respeitando a anatomia e as medidas do perfil, o que se traduz em naturalidade e coerência entre terços faciais.
Fazem especial sentido quando:
- há deficiência óssea clara (mento, ângulo mandibular, zigoma, paranasal);
- deseja-se harmonizar o perfil (queixo–mandíbula–pescoço–nariz) de forma integrada;
- o objetivo é estabilidade sem ciclos de reaplicação típicos de tratamentos temporários.
Muitas vezes, combino essa base estrutural com lifting facial ou lipo do pescoço para lapidar pele e contornos finos. A lógica é simples: corrigir a estrutura primeiro e, depois, refinar os tecidos, alcançando um resultado mais coeso e natural.
Planejamento customizado: do 3D ao guia cirúrgico
Na minha rotina, o planejamento 3D é o coração do caso. A partir de fotos, tomografia e referências antropométricas:
- Defino o objetivo estético-funcional (perfil, projeções, ângulos).
- Modelo a prótese baseado no registro 3D da face e da tomografia 3D (ex.: mento bipartido, ângulo mandibular estendido, zigoma/malar, paranasal/subnasal, pré-jowl).
- Produzo guia cirúrgico para posicionamento preciso.
- Executo com incisões planejadas e controle de plano para diminuir trauma e tempo operatório.
Desfechos que buscamos: naturalidade e coerência facial
O objetivo é contorno coeso: projeções que conversam entre si, sem exageros. O resultado ideal é aquele em que:
- O perfil ganha definição (queixo/pescoço/nariz em harmonia).
- O terço médio ganha pontos de luz sem aspecto artificial.
- A linha mandibular fica limpa, com quebra do pré-jowl e ângulo marcados com sutileza.
Como em qualquer cirurgia, complicações podem ocorrer. Mas reduzimos o risco com indicação correta, técnica asséptica, bolsão adequado, fixação quando indicada e acompanhamento rigoroso no pós-operatório.
O que mostrei na minha aula no congresso
Na apresentação, foquei em:
- Princípios de indicação de implantes definitivos e o raciocínio estrutura primeiro.
- Planejamento customizado com guias e execução passo a passo.
- Casos clínicos com mento, ângulo mandibular estendido, zigoma e paranasal.
- Prevenção e manejo de complicações.
- Cirurgias ao vivo no pós-congresso: realizei duas cirurgias com ênfase em precisão de bolsão, fixação e acabamento de contorno.

Veja alguns slides da apresentação que fiz no Congresso.

Aqui, a demonstração do crânio com implantes.




O que vi de mais interessante no congresso
Ainda, assisti a excelentes mesas e aulas, e destaco dois eixos:
- Lifting facial Deep Plane: abordagens maduras, com variações técnicas e bons resultados quando respeitada a anatomia e as indicações.
- Frontoplastia com elevação do terço superior: técnicas diferentes entre si, todas com resultado consistente quando alinhadas ao planejamento individual.
A diversidade de técnicas válidas reforça um ponto que sempre defendo: planejamento individualizado é mais importante do que uma técnica para todos.
A cena da cirurgia plástica facial no Paraguai
Foi um prazer conhecer o espaço do Dr. Héctor Céspedes e ver o nível técnico da cirurgia plástica facial no Paraguai.
O congresso reuniu profissionais de toda a América do Sul, em uma troca muito produtiva sobre as técnicas mais atuais em estética facial e corporal.
A organização e o ambiente científico favoreceram discussões de alto nível e a parte prática do curso pós-congresso consolidou a experiência.

Harmonização definitiva com implantes × harmonização com ácido: quando escolher cada um
Quando falamos em harmonização, na prática estamos discutindo duas ferramentas diferentes para objetivos também muito diferentes.
Enquanto os preenchedores trabalham os pequenos sinais na pele e nos tecidos moles, os implantes atuam na estrutura óssea que sustenta o rosto e corrigem de forma permanente áreas maiores – como queixo, mandíbula e malar.
Por isso, a escolha não é só técnica: envolve diagnóstico, tempo de durabilidade desejado e expectativa de manutenção.
Em consulta, avalio proporções, perfil e projeções do paciente para definir a prioridade: se o que falta é base estrutural, os implantes entregam o que o ácido não alcança. Agora, se são micro-ajustes superficiais, os preenchedores podem ser o suficiente.
Resumidamente, então:
Preenchimentos
- Ideais para micro-ajustes de pele.
- Temporários: exigem manutenção periódica.
Implantes
- Ideais para mudar e melhorar o formato de partes importantes do rosto, como queixo e mandíbula.
- Entregam uma solução definitiva e estável para o contorno.
Percebe como não é uma questão de um contra o outro, mas sim usar a ferramenta certa para o objetivo certo?
Quem precisa de uma mudança maior, individualizada e definitiva, se beneficia com o Implante. Ainda, com frequência, combino os implantes com lifting, lipo cervical e refino cutâneo para um resultado integrado.
Perguntas frequentes sobre Harmonização Facial Definitiva com Implantes
Antes de operarmos, gosto de alinhar expectativas com respostas diretas às dúvidas mais comuns. Conversando com colegas, no evento, comentei com eles sobre as principais perguntas que recebo dos pacientes.
Abaixo, resumo o que costumo explicar em consulta sobre internação, dor, tempo de resultado e reversibilidade dos implantes.
É sempre necessária internação?
Na maioria dos casos, ambulatorial ou curta internação, algo em torno de um dia, conforme a extensão e associações com outros procedimentos.
Dói muito?
Na cirurgia o paciente não sente qualquer dor, porque está anestesiado e dormindo. Depois, o controle da dor é padronizado. Em geral, o pós-operatório é bem tolerado. Edema e sensibilidade são esperados e saram nas primeiras semanas.
Quanto tempo para ver o resultado?
As mudanças estruturais são visíveis cedo, mas o resultado assentado leva de semanas a poucos meses, dependendo da área.
Os implantes podem ser removidos?
Sim, quando necessário. É uma decisão rara e sempre criteriosa.
Implantes Faciais Customizados: a técnica segura é tema de Congresso
Implantes Faciais Customizados são uma ferramenta poderosa quando há déficits estruturais que comprometem o contorno e a harmonia da face.
Com planejamento 3D, guia cirúrgico e execução precisa, entregamos resultados naturais e estáveis.
Minha participação no 1º Congresso Paraguaio reforçou a relevância desse raciocínio e a importância da integração com outros procedimentos.
Foi um momento gratificante de troca com os colegas e, em breve, discutiremos este tema em um novo congresso médico devido sua relevância.

E se você deseja avaliar os implantes faciais ou um plano combinado de procedimentos, agende uma consulta. A indicação correta é o primeiro passo para um resultado seguro e coerente com o seu rosto.
Agende sua consulta aqui.
